Maio Amarelo – Consciência no trânsito é um ato de cidadania

Conheça a história do Raul. Ele foi vítima de um acidente que trânsito que poderia ter sido evitado.

Raul faz fisioterapia na ADFP. Ele e sua família conheceram a Associação em 2016, alguns anos após o jovem ter sido vítima de um acidente de trânsito. Na época em que tudo aconteceu ele era adolescente, estava terminando o ensino médio e tinha o sonho de ser Médico Veterinário, pois adorava animais. Mas, infelizmente, em uma tarde comum, enquanto andava de bicicleta, foi atropelado por um carro que avançou o sinal vermelho a mais de 100km/h.

Ele chegou no hospital em estado gravíssimo, com Traumatismo Crânio Encefálico (TCE) grau 3 – indica que não há resposta do paciente para qualquer estímulo empregado -, várias hemorragias na cabeça e com uma pressão intracraniana intensa. Os médicos, já desacreditados, diziam que apenas um milagre poderia salvá-lo.

Na noite seguinte, ao conversar com o sr. Levi (pai do Raul), o neurologista disse que não sabia explicar como, mas que o corpo de Raul estava absorvendo todo o sangue que estava em sua cabeça, devido as hemorragias, e se esse sangue não ficasse coagulado, havia chances de ele sobreviver.

E o milagre aconteceu. Raul sobreviveu. Mas a luta ainda não havia acabado. A primeira consequência diagnosticada foi uma hidrocefalia 45 dias depois da internação. A pressão intracraniana foi gerando bolhas de água no cérebro e foi necessária uma cirurgia de emergência para esvaziá-las. Alguns dias depois, ele foi para casa, mas logo precisou voltar para o hospital, pois havia sido contaminado por uma bactéria. Após se recuperar da bactéria e de surgirem outras complicações, o sr. Levi buscou uma vaga para o filho em um hospital na cidade de Curitiba.

Então os dois saíram da cidade em que viviam, no norte do Paraná e foram para capital em busca de melhores recursos. Nesse novo hospital passou por mais cirurgias, e já com a imunidade baixa por causa do longo tempo de internação foi contaminado pela bactéria KPC no hospital. Para que o pior não viesse a acontecer, ele precisou continuar o tratamento em casa, com atendimento Home Care.

Foram mais de três anos de idas e vindas dos hospitais, muitas cirurgias, muitas dificuldades, até chegar de fato o período pós-operatório com fisioterapias e a retomada da vida, em seu novo normal.

A vida de Raul mudou completamente, as sequelas do acidente o deixaram dependente, mas com os exercícios diários e o apoio de sua família, principalmente de seu pai, cada dia dele é uma vitória. E o mais importante Raul carrega dentro de si: a vontade de viver.

Essa é uma história real, consequência da imprudência de um motorista que atravessou em alta velocidade o sinal vermelho. Esse acidente poderia ter sido evitado se as regras de trânsito fossem respeitadas. A segurança faz parte da cidadania, assim como o trânsito precisa ser um ambiente seguro para ser frequentado sem problemas.

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